Tarsila do Amaral

Estudo, óleo sobre papel, 1928

Lote 008 . Leiloeiro Bolsa de Arte . São Paulo, SP . Modalidade presencial com transmissão

Estimativa R$ 1,25 mi
R$ 950kLance inicial
11d 03hEncerra em
R$ 25.000Incremento
  • Artista
    Tarsila do Amaral (1886-1973)
  • Título
    Estudo
  • Técnica
    Óleo sobre papel
  • Dimensões
    32 x 24 cm (sem moldura)
  • Ano
    1928, fase Antropofágica
  • Assinatura
    Assinada e datada inferior direito: Tarsila 28
  • Procedência
    Coleção particular paulista, anteriormente Oswald de Andrade Filho
  • Catalogação
    IEB-USP, registro número TA-1928-43
  • Estado
    Excelente, papel sem amarelamento, pigmento estável
  • Descrição editorial

    Um estudo da fase Antropofágica de Tarsila, 1928, com a paleta dos Abaporus.

    A fase Antropofágica de Tarsila do Amaral, deflagrada em janeiro de 1928 com o presente de aniversário a Oswald de Andrade que o casal viria a chamar de Abaporu, redefiniu a relação do modernismo brasileiro com a herança europeia. A Semana de 22 havia sido o gesto de ruptura. A Antropofagia, seis anos depois, foi a teorização de uma síntese.

    Este Estudo data desse mesmo ano e dialoga com a paleta verdes-azuis e com a deformação anatômica que caracterizam Abaporu (1928, MALBA, Buenos Aires) e A Negra (1923). O óleo sobre papel, técnica que Tarsila usava em peças de menor porte e em estudos para telas maiores, mantém a frescura matérica e o gesto direto da pintora.

    A obra foi identificada e catalogada pelo Instituto de Estudos Brasileiros da USP, instituição responsável pelo catálogo raisonné da artista, sob o registro TA-1928-43. Procedência rastreada desde aquisição em galeria paulistana em 1962, anteriormente pertenceu ao acervo de Oswald de Andrade Filho. Estudos da fase Antropofágica de Tarsila com este nível de documentação raramente vêm a leilão, e quando vêm, costumam ultrapassar a estimativa em 30% a 60%.

    Especificações

    Ficha técnica e catalogação.

    ArtistaTarsila do Amaral (Capivari SP, 1886, São Paulo SP, 1973)
    TítuloEstudo
    TécnicaÓleo sobre papel
    Dimensões32 x 24 cm (papel), 48 x 40 cm (com moldura)
    Ano1928
    FaseAntropofágica (1928-1930)
    AssinaturaTarsila 28, no canto inferior direito, à tinta
    Catálogo raisonnéIEB-USP, registro TA-1928-43
    ProcedênciaOswald de Andrade Filho, depois Galeria Augusta (1962), depois coleção particular SP
    ExposiçõesTarsila Modernista, MASP, 1983, catálogo p. 47
    EstadoExcelente, papel sem amarelamento, sem retoques
    Avaliação Richesse de mercado

    Estimativa de valor justo: R$ 1,25 mi a R$ 1,85 mi

    Autenticidade

    Catalogação no IEB-USP sob registro TA-1928-43, parecer do comitê de autenticação Tarsila do Amaral. Laudo Richesse complementar com exame não destrutivo (raios-X e luz UV) em laboratório credenciado.

    Procedência

    Trajeto documentado desde Oswald de Andrade Filho até coleção particular paulista (1962). Recibo, fotografia de época na coleção original e registros expositivos completam a corrente de propriedade.

    Comparáveis

    7 obras Tarsila da fase Antropofágica em remates brasileiros e internacionais nos últimos 5 anos. Obras sobre papel oscilaram entre R$ 1,1 mi e R$ 2,4 mi. Telas a óleo do mesmo período, faixa muito superior.

    Valor justo

    A estimativa do leiloeiro de R$ 1,25 mi é tecnicamente conservadora considerando catalogação IEB-USP e procedência Oswald. Movimentos institucionais brasileiros e internacionais sobre Tarsila tendem a comprimir oferta nos próximos 24 meses.

    Histórico de remates

    Tarsila do Amaral, fases Antropofágica e Pau-Brasil, 5 anos.

    Data Lote Leiloeiro Valor final
    19 nov 2025Sol Poente, óleo s/ tela, 1929Bolsa de ArteR$ 8,4 mi
    22 ago 2024Estudo s/ papel, fase Pau-Brasil, 1925Bolsa de ArteR$ 1,82 mi
    07 mar 2024Estudo s/ papel, fase Antropofágica, 1928Soraia CalsR$ 2,15 mi
    14 set 2023Esboço s/ cartão, 1927James LisboaR$ 1,28 mi
    28 abr 2022Estudo s/ papel, fase Antropofágica, 1928Bolsa de ArteR$ 1,46 mi
    Leiloeiro oficial

    Bolsa de Arte, São Paulo.

    A Bolsa de Arte é a casa de leilão de referência para o modernismo brasileiro, com pavilhão dedicado ao período 1922-1960 e curadoria especializada em catálogos raisonné das principais artistas. O lance é registrado diretamente na plataforma do leiloeiro oficial. A Richesse Club atua como camada de curadoria independente.

    Acessar página do leiloeiro
    Perguntas frequentes

    O que costumam perguntar sobre este lote.

    Como confirmo que esta obra é de fato de Tarsila do Amaral?

    A obra integra o catálogo raisonné de Tarsila administrado pelo Instituto de Estudos Brasileiros da USP (IEB-USP), com número de catálogo e parecer de autenticidade emitido pelo comitê. Adicionalmente, a Richesse anexou laudo de exame técnico não destrutivo (raios-X e luz UV) realizado em laboratório credenciado.

    Qual a procedência declarada do Estudo, 1928?

    Coleção particular paulista desde 1962, adquirida diretamente em galeria de arte da Rua Augusta, anteriormente pertenceu ao acervo de Oswald de Andrade Filho. Histórico documental disponível para inspeção mediante agendamento na sede do leiloeiro oficial.

    A obra acompanha certificado e documentação histórica?

    O lote inclui parecer do IEB-USP, fotografia de época da obra na coleção original, recibo de aquisição de 1962, e laudo técnico Richesse. Todos os documentos são autenticados em cartório e acompanham a obra após arremate.

    Existe restrição de exportação por se tratar de patrimônio cultural?

    Obras de Tarsila do Amaral estão sujeitas à Lei 4.845/1965 e podem ter saída do território nacional restringida pelo IPHAN. O comprador é o responsável pelo trâmite documental, e a Richesse oferece consultoria jurídica para o processo. A peça pode ser exibida e mantida no Brasil sem qualquer restrição.

    Qual a comissão do leiloeiro sobre o lance final em obras desta importância?

    Para obras acima de R$ 500 mil, a Bolsa de Arte aplica comissão de 7% sobre o valor de arrematação, somada à taxa de curadoria Richesse de 2%. Total de 9% sobre o lance final, conforme edital específico do leilão de mestres modernos.